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26 de julho de 2017

ICC cai em julho, mas consumidor permanece otimista quanto ao futuro da economia


Índice voltou para a zona de pessimismo, com 99,29 pontos, o menor desde abril deste ano

Medido mensalmente pelo Sincomercio Mogi Mirim, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) no município voltou a cair, entrando novamente na zona de pessimismo, abaixo de 100 pontos. Na última pesquisa realizada entre os dias 6 e 10 de julho, o índice atingiu 99,29 pontos, o menor até agora, em uma escala que vai de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total).

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a queda da confiança em relação ao futuro mostra a insegurança do consumidor em relação ao cenário político, que se revela cada vez mais instável, colocando em risco a aprovação das reformas, essenciais para que o País volte a crescer de maneira sustentável.

No comparativo por gênero, os homens que responderam à pesquisa, permanecem, desde quando a medição começou – em abril – na zona de otimismo, ou seja, acima dos 100 pontos, com 104,8. Já o índice das mulheres, que no mês de junho também estavam otimistas com a economia, com um total de 107,7 pontos, em julho, somou 94,2.

Índices e SegmentaçõesICC Mogi Mirim – Pontos
mai/17jun/17jul/17
Índice de Confiança do Consumidor99,8109,399,29
Menos de 10 Salários Mínimos95,9107,996,2
10 Salários Mínimos ou mais124,8118,2118,7
Homens103,6111104,8
Mulheres96,3107,794,2
Índice das Condições Econômicas Atuais71,871,368
Menos de 10 Salários Mínimos676863,9
10 Salários Mínimos ou mais101,692,393,5
Homens79,277,872,5
Mulheres64,965,363,8
Índice de Expectativas do Consumidor118,6134,7120,2
Menos de 10 Salários Mínimos115,1134,6117,7
10 Salários Mínimos ou mais140,3135,5135,5
Homens119,9133,2126,3
Mulheres117,3136,1114,5
Fonte: Sincomercio Mogi Mirim

 

No que se refere à faixa salarial, pessoas com renda familiar acima de 10 salários mínimos permanecem otimistas e propensas a consumir. Na medição atual, essa faixa somou 118,7 pontos, pouco maior que os 118,2 registrados em junho. Queda significativa teve as pessoas com renda de até 10 salários mínimos: em junho, o ICC chegou a 107,9; na medição atual, ficou com apenas 96,2.

Por outro lado, o IEC (Índice de Expectativas do Consumidor), embora tenha caído em relação à medição anterior, permanece na zona de otimismo, com 120,2 pontos. O índice, na segmentação por renda acima de 10 salários mínimos, permanece estável, com 135,5 pontos – mesma pontuação de junho. Nas faixas menores, o índice caiu de 134,6 para 117,7 pontos.

Quando o assunto é a economia no presente, a população de Mogi Mirim pesquisada continua pessimista. É o que indica o ICEA (Índice das Condições Econômicas Atuais) de julho, que bateu recorde negativo: 68 pontos. Nesse quesito, a pontuação de homens e mulheres é bem próximo, com 72,5 e 63,8, respectivamente.

Na segmentação por faixa de renda familiar, a diferença é grande. Das pessoas entrevistadas com renda abaixo de 10 salários mínimos, o ICEA atingiu 63,9 pontos, enquanto o grupo de maior renda permanece mais próxima à faixa de otimismo, com 93,5 pontos.

A medição do ICC, IEC E ICEA pelo Sincomercio Mogi Mirim acontece no Município desde abril. A pesquisa é feita mensalmente com o apoio da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e ouve a opinião de 547 pessoas.

A próxima medição deve ser realizada nos dias 10, 11 e 12de agosto, em diversas regiões da cidade. Cinco pesquisadoras permanecem em pontos de grande concentração de pessoas, como praças, parques, supermercados e etc, para aplicar o questionário.

 

O ICC

O Índice de Confiança do Consumidor, composto pelo Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e pelo Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), é apurado mensalmente pelo Sincomercio Mogi Mirim (Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Mirim), desde abril de 2017. Os dados são coletados com 547 consumidores, moradores do município. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores, levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

A metodologia do ICC foi desenvolvida com base no ConsumerConfidence Index, índice norte-americano que surgiu em 1950 na Universidade de Michigan. No início da década de 1990, a equipe econômica da FecomercioSP adaptou a metodologia da pesquisa norte-americana à realidade brasileira. Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), responsável pela definição da taxa de juros no País, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central dos Estados Unidos.

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