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25 de janeiro de 2018

Índice de Expansão do Comércio começa o ano com alta de 0,8% em janeiro e atinge 99,7 pontos


Segundo o Sincomércio Mogi Mirim e FecomercioSP, salvo surpresas ou mudanças de rumo da política econômica, o investimento deve retornar com mais força e fazer parte cada vez mais dos planos dos empresários em 2018

Em janeiro, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) – pesquisa realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – registrou crescimento de 0,8% em relação a dezembro, ao passar de 98,9 para 99,7 pontos. Após cinco altas seguidas contra o mês imediatamente anterior, o IEC caiu 0,5% (na margem de erro) em dezembro, mas voltou a subir em janeiro. Houve, aparentemente, um ajuste após muitas altas seguidas, mas isso não parece ter sido uma virada ou mudança de humor.

De acordo com José Antonio Scomparin, presidente do Sincomércio, as boas perspectivas parecem permanecer como o foco dos empresários do varejo e de outros setores econômicos, que se recuperam com mais vigor, a exemplo da indústria automobilística.

Em 2017, o indicador de Expansão cresceu em média 22% em relação a 2016 e 17,1% na comparação com janeiro do ano anterior, quando o índice registrava 85,1 pontos.

Segundo a Fecomercio a Propensão a Contratar teve aumento de 11,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, ao passar de 104,8 para os atuais 117,3 pontos. No entanto, no comparativo mensal, teve leve queda de 0,3%.

O Nível de Investimento das Empresas (que sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou equipamentos) registrou 82,1 pontos, 25,6% acima do que era verificado em janeiro do ano passado e 2,4% maior que o mês de dezembro de 2017, quando os resultados eram de 65,4 e 80,2 pontos, respectivamente. Apesar de ainda estar abaixo dos 100 pontos, o resultado do mês é o melhor desde fevereiro de 2015. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, se a economia de fato decolar neste ano, a tendência é de que esse indicador ainda cresça significativamente, subindo mais 10 pontos porcentuais (p.p.), ou 20 p.p. em relação ao atual patamar.

A Federação já projetava em boletins passados e agora já se vê que os investimentos devem ganhar força em 2018. Esse movimento deve ser a tônica que pode mudar de forma mais definitiva os rumos da economia ao fim deste ano, se não houver grandes surpresas ou mudanças de rumo da política econômica e suas perspectivas em virtude das eleições.

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