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10 de agosto de 2017

O Sincomercio Mogi Mirim e a FecomercioSP são contra possível aumento da alíquota do Imposto de Renda para pessoa física


As Entidades entendem que qualquer tentativa de se elevar o imposto neste momento significa afastar investimentos e retirar ainda mais recursos de famílias e empresas para cobrir o déficit orçamentário do governo de forma temporária

O Sincomércio Mogi Mirim e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) desaprova um possível aumento da alíquota do Imposto de Renda (IR) sugerido pelo governo e entende que qualquer tentativa de se elevar o imposto neste momento significa afastar investimentos e retirar ainda mais recursos de famílias e empresas. O presidente Michel Temer, que esteve em São Paulo nesta terça-feira (8), disse que há estudos sendo feitos para o aumento da alíquota do Imposto de Renda (IR), cujo objetivo seria aumentar a arrecadação e diminuir o déficit orçamentário.

 

Uma das ações seria criar uma nova alíquota de IR para as pessoas físicas (que poderia chegar a 35%), passar a cobrar o imposto sobre lucros e dividendos e até rever desonerações. As medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso por meio de projeto de lei e teriam efeito sobre as contas de 2018.

 

Para o Presidente José Antonio Scomparin, e os assessores econômicos da FecomercioSP, a manobra é injusta, visto que a sociedade já arca com uma das maiores cargas tributárias do mundo, e a experiência tem mostrado que todos os aumentos de impostos com pretexto de resolver problemas fiscais pontuais acabam por elevar, no momento seguinte, os gastos público e, por consequência, o tamanho do Estado. Além disso, a não correção da tabela do Imposto de Renda já se configura uma grave distorção onerosa a todos os contribuintes, que merece atenção imediata das autoridades.

 

As Entidades entende que a solução definitiva para o grave problema fiscal do Brasil não pode prescindir de uma ampla reforma que venha tornar o sistema tributário mais simplificado, justo e voltado para a sustentação de um Estado mais enxuto e eficiente.

 

De acordo com o Sincomercio/Fecomercio, o governo precisa se conscientizar de que a capacidade contributiva da sociedade brasileira já ultrapassou o seu limite. Qualquer tentativa de persistir na elevação de tributos como caminho fácil e rápido para soluções crônicas decorrentes do gigantismo estatal somente postergará qualquer possibilidade de se atingir um crescimento econômico sustentável.

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